NINETS

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Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Intervenções em Tecnologias Sociais

Nossa Experiência, Nossa História

Programa de Extensão Universitária Transformar para Incluir (2006-2008) 

O delineamento do NINETS tem inicio no ano de 2006 com a execução do Programa de Extensão Transformar para Incluir, que desenvolveu suas ações no período de 2006 2007, com o apoio financeiro do MCT/CNPq, por meio edital público Edital CT-AGRO/CTHIDRO/MCT/CNPq n.º 18/2005. Sob a coordenação da professora Jussara Carneiro Costa, contou com a participação de docentes e discentes que atuaram como bolsistas de Iniciação Tecnológica Industrial/ITI, das áreas de Serviço Social, Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Química Industrial, Direito e Comunicação Social. Suas ações foram todas orientadas à construção de alternativas para melhorar condições de trabalho e de vida de pessoas que vivem da coleta e comercialização de materiais recicláveis no município de Campina Grande, Paraíba.

Iniciada com a realização de um diagnóstico participativo, no qual foram mapeadas condicionantes estratégicos ao alcance dos objetivos, a iniciativa incluiu processos pedagógicos que permitiram problematizar vários aspectos da localização social, política e profissional de catadores/as envolvidos/as. Além disso, investiu no desenvolvimento de habilidades que permitissem o melhor aproveitamento dos recursos auferidos com a organização coletiva e a apreensão e domínio de ferramentas necessárias ao planejamento e execução de estratégias de organização, incluindo a articulação de arranjos sociais e institucionais para viabilizar parcerias importantes à sustentação do grupo.

Resultou daí a parceria entre UEPB, FURNE e empresas locais tornando possível a locação de um espaço no centro da cidade para armazenar materiais coletados junto às fontes geradoras em condições seguras. A iniciativa permitiu o deslocamento de aproximadamente 30 famílias do lixão municipal para desenvolver atividades com maior acesso a condições de saúde e segurança no trabalho. Também foi criada a campanha Coleta Seletiva Solidária, pela qual estudantes e catadores/as planejaram e executaram a abordagens a residências, empresas e instituições públicas para repassar orientações sobre como apoiar a iniciativa, separando e enviando tais materiais investindo em estratégias de fidelização com indicações positivas de residências e empresas. Além de processos de sensibilização e mobilização voltados à ampliação do material coletado e comercializado, foram adquiridos equipamentos de trabalho (prensa hidráulica e carros para transporte de materiais) e itens de proteção individual para desenvolver a coleta.

Nesse processo se deu a constituição da CATAMAIS, Cooperativa de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Campina Grande, fundada no dia 19 de abril de 2008 por 23 associados/as. Após sua constituição, um planejamento estratégico participativo foi realizado com o grupo, servindo de base à construção dum plano de negócios que delineou estratégias para adensar apoios e fazer cumprir as leis federal 5.940 e estadual 9.293/10. Ambas dispõem, respectivamente, sobre a obrigatoriedade de instituições públicas federais e estaduais a destinarem seus recicláveis a empreendimentos de catadores/as.

Na avaliação da experiência foram ressaltados três aspectos pelos/as catadores/as que merecem consideração. O primeiro refere-se à mudança de percepção sobre a atividade que desenvolvem e sobre si mesmos/as.  O segundo tem a ver com a mudança de comportamento de pessoas que passaram a apoiar a iniciativa, com a maneira como passaram a tratar os resíduos que produzem e a estabelecer relação com os/as trabalhadores/as da coleta e reciclagem. Não foram raras as ocasiões em que traziam para as reuniões, com admiração pela postura adotada, materiais embalados com a indicação de cuidado com os conteúdos (cortantes, perfurantes ou tóxicos). Por último, levar em consideração a atuação de marcadores de gênero e geração foi algo bastante mobilizador. Nas reuniões e assembléias que antecederam a constituição da cooperativa, sempre se enfatizava a situação dos dois grupos. Na ocasião em que se deliberou sobre o nome a ser registrado, as mulheres fizeram questão para que fosse incluído o termo “catadoras” no nome da cooperativa.

Em 2009, o MCT/CNPq lançou novo edital voltado a/os catadore/as. Na ocasião foi aprovado um novo Projeto de Extensão da UEPB, o “Melhor Coletar para a Vida Melhorar”, permitindo a aquisição de carrinhos elétricos como alternativa aqueles movidos à tração humana. Por meio da O projeto, coordenado pela prof. Dra Idalina Maria Freitas Lima Santiago, também coordenadora do Grupo Flor e Flor: Estudos de Gênero, adensou a rede de parcerias e investiu na formação de catadores/as para intervir no diálogo com a administração municipal para a  formulação de políticas públicas, apoiando sua participação nesses espaços. A iniciativa rendeu alianças profícuas, como, por exemplo, aquela estabelecida com a ONG Centro de Ação Cultural/CENTRAC. Em 2012, o CENTRAC aprovou junto ao Ministério do Trabalho/SENAES o projeto “Cooperar para Melhor Coletar e a Vida Melhorar”, ampliando as ações já desenvolvidas com a CATAMAIS para 400 catadores/as distribuídos em 4 municípios. As ações ai desenvolvidas vem sendo efetivadas com a participação de administrações municipais articuladas, ainda que muito aquém do desejado. A UEPB, através dos grupos Flor e Flor e NINETS entrou como apoiadora da iniciativa ajudando na construção do projeto e estabeleceu o trabalho com catadores/as na agenda da extensão universitária, firmou convênio com o CENTRAC para receber alunos como estagiários/as do curso de Serviço Social. No ano final do ano de 2015, finalmente a cooperativa obteve a cessão pública de galpão por parte do governo do estado, uma demanda apresentada desde sua constituição. Destaca-se ainda a produção de vários trabalhos acadêmicos sobre a experiência, como projetos de Iniciação Científica e de extensão, trabalhos de conclusão de curso e uma tese de doutorado.

Considerando a necessidade de investir num espaço que permitisse sistematizar a experiência e aprimorá-la à realidade de outros grupos, no mesmo ano foi criado o Núcleo de Tecnologias Sociais, após aprovação em assembléias do Departamento de Serviço Social/DSS/UEPB e do Conselho do Centro de Ciências Sociais Aplicadas/COC/CCSA/UEPB, sendo posteriormente criado através da RESOLUÇÃO/UEPB/CONSUNI/068/2012, de 10 de outubro de 2012, publicada no Diário Oficial do Estado em 18 de outubro de 2012.

 

  • Programa de Extensão Universitária “Tod@s Junt@s Somos Fortes: somando saberes e esforços pelo enfrentamento ao racismo, violência contra a mulher e LGBTTIs no compartimento da Borborema-PB”,

 

Com o desenvolvimento das ações articuladas ao Programa de Extensão Universitária “Todos Juntxs Somos Fortes: somando saberes e esforços pelo enfrentamento ao racismo, violência contra a mulher e LGBTTIs no compartimento da Borborema-PB”, a proposta do Núcleo foi ampliada e ganhou novos contornos.

Iniciado em 2014 e desenvolvido na microrregião de Campina Grande, Paraíba, mediante convênio celebrado entre MEC/Sisu/PROEXT/UEPB, através de edital público, o Programa se estende até os dias atuais e vem problematizando, a partir da articulação de ações de investigação e intervenção, como marcadores da diferença de raça, gênero e sexualidade atuam na produção de dinâmicas sociais no compartimento da Borborema, Paraíba.

A estratégia delineada para sua execução considera o fato de que a maioria das pessoas envolvidas nas ações que desenvolve estuda e exerce algum ativismo articulado pelas questões mobilizadoras da iniciativa. Dessa maneira, acordou-se coletivamente que integrar o grupo implicaria no compromisso em tomar como temas de investigação e produção acadêmica questões relacionadas ao foco do Programa. Além disso, acordou-se também o comprometimento com a realização das agendas das políticas de extensão/intervenção definidas pelo grupo.

As ações delineadas vêm se constituindo num modo “diferente” de experienciar (no sentido benjaminiano) a produção do conhecimento e de atuar, a partir de inquietações que surgiram do contato com as problematizações trazidas pelos saberes subalternos queer’s, permitindo mapear dinâmicas de resistência forjadas pela dissidência que evidenciam formas de existir ricas em potencialidades subversivas. Como é possível observar a seguir, o exercício vem se efetivado mediante a articulação da experiência dos/as envolvido/as às suas diversas localizações políticas, resultando na produção de 7 trabalhos de conclusão de curso, em âmbito de graduação, 2 em âmbito de pós-graduação (em nível de especialização, por professores/as de ensino médio da rede publica estadual); 5 pesquisas de Iniciação Científica e aprovação de 6 projetos de pós-graduação em nível de mestrado.

 

  • Curso de Extensão Universitária: introdução aos saberes subalternos.

 O curso teve duração de 120 horas e foi destinado à discussão dos marcos epistemológicos e teórico-metodológicos orientadores das ações do Programa de Extensão Todxs Juntxs Somos Fortes e envolveu na sua realização pesquisadores, estudantes e ativistas articulados em torno dos temas que constituem os focos da ação, sendo realizados através dos seguintes módulos:

 Modulo I – Compreendendo biopoder e biopolítica. Dias 16 e 17 de junho de 2014 foi mediado pela professora Dra. Susel Oliveira da Rosa (UEPB). Teve duração de 24 horas-aula.

 Modulo II – Epistemologias subalternas: torções teóricas, metodológicas e políticas. Realizado no período de 16 a 26 de julho de 2014 mediado pela prof. Dra Larissa Pelúcio (UNESP, campus de Bauru). Teve duração de 60 horas-aula.

Modulo III – Saberes insurgentes: indisciplinando a teoria social. Realizado nos dias 16, 17 e 18 de agosto de 2014, contou com a mediação do professor Dr. Richard Miskolci (UFSCAR) e teve duração de 36 horas-aula.           

Encontro das “Mulheres de Terreiro de Campina Grande com a Marcha das Mulheres Negras de 2015”, com o propósito de promover a articulação das mulheres de terreiro de Campina Grande com o movimento organizado de mulheres negras na Paraíba. Em 16 de junho de 2015

(http://g1.globo.com/pb/paraiba/jpb-1edicao/videos/t/campina-grande/v/uepbpromove-marcha-das-mulheres-negras/4259344/)

Execução do Projeto Com a Diferença Tecer a Resistência: Preparando o 3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero 

Como desdobramento do Programa Tod@s Junt@s Somos Fortes, o Projeto comporta um conjunto articulado de eventos que incluem mini-cursos, rodas de diálogo, apresentação de pesquisas e intervenções que visam promover a interlocução sobre a importância das provocações epistemológicas subalternas queer’s para pensar os desafios adensados na contemporaneidade; refletir sobre implicações metodológicas das epistemologias subalternas queers; estabelecer o diálogo com/entre práticas e experiências que se propõem a experimentação epistemológica queer, a fim de se examinar como têm contribuído para desestabilizar sistemas e convenções heteronormativas, atacado as operações de normatização e articulado marcadores das diferenças.

As atividades vêm evidenciando formas de resistência inventadas como exercício cotidiano em diferentes contextos, propiciando espaço para troca de experiências que possibilitem refletir sobre a reverberação do enfoque queer na produção de práticas sociais diversas, como a produção acadêmica, intervenções artístico-cultrais, políticas, dentre outras; para compartilhar dificuldades e achados teóricos, metodológicos.  Além disso, também vem se constituindo num momento para discussão e construção de estratégias relativas ao 3º Seminário Internacional Desfazendo. O projeto vem sendo executado em 5 módulos:

Modulo I: Sob o título “Corpo, Diferença e Resistência na mira dos Fundamentalismos”, nosso primeiro encontro aconteceu entre 12 e 13 de maio de 2016. Contou com a presença do Professor Dr. Leandro Colling (UFBA) com quem dialogamos sobre as contribuições do aporte queer para problematizar o recrudescimento articulado de dinâmicas de racismo, misoginia e extermínio das dissidências sexuais e de gênero. Também discutimos as implicações metodológicas para a produção do conhecimento e organização da resistência coletiva. E ainda tivemos lançamento do livro, “Que os Outros Sejam o Normal”, resultado de sua experiência de pós-doutoramento.

Além disso tivemos também uma roda de diálogo com representantes das tradições culturais e religiosas afro-ameríndias, que nos pôs em contato com um modo de apreensão do mundo rico em tecnologias de produção de subjetividades referenciadas por sistemas cosmológicos que escapam à heteronormatividade. Aproveitamos a oportunidade de dialogar sobre pesquisas realizadas em comunidades de terreiro, rezadeiras e raizeiros, no âmbito do PIBIC/UEPB por estudantes ligados/as à experiência. O encontro foi encerrado com uma roda de Jurema Sagrada no hall do Central de Integração Acadêmica da Universidade Estadual da Paraiba, Campus I, Campina Grande. 

Modulo II. Entre a criminalização da prostituição e a patologização da transexualidade. 

Nosso segundo encontro  aconteceu nos dias 2 e 3 de junho de 2016. No dia 2 tivemos um curso de extensão que problematizou as interfaces entre a patologização das dissidências “trans” e a criminalização da prostituição nas nossas dinâmicas de dominação. O curso foi mediado pelos/as professores/as Dr.José Batista de Melo Neto (UEPB/UFPB/NCDH) e Dra. Michelle Agnoletti (UFPB/NCDH). No dia seguinte, 3 de junho, contamos com a participação da professora Dra Berenice Bento (UFRN) que aprofundou a problematização entre o acirramento fundamentalista e o cerco às dissidências sexuais e de gênero, iniciada no primeiro encontro. No mesmo dia tivemos ainda uma roda de diálogo com organizações de prostitutas que compartilharam experiências de habitar ou transitar zonas de abjeção. O evento foi encerrado com a apresentação das divas Thuanny Hayla e Morgana Sky e uma deliciosa degustação de comidas juninas.

Módulo III: A cidade para quê e para quem? A produção das diferenças e a ocupação da cidade

O terceiro módulo ocorreu entre os dias 28 e 29 de julho, culminando com a 3ª edição da Marcha das Vadias de Campina Grande, no dia 30. Tivemos a participação da professora Dra. Déborah Diniz/UnB que fez uma impactante apresentação das repercussoes da  síndrome congênita do zika vírus na vida de mulheres e crianças atingidas, ressaltando a situação de abandono em que se encontram pelo Estado brasileiro. Em seguida a professora Dra Claudia Andrade/UNEB realizou uma acurada análise dos marcadores de genero e raça na organização, acesso e uso da cidade, problematizando os imperativos da dispositivo da sexualidade à  regulamentação do espaço publico, sua repercussão em dinâmicas de virilização, racialização e sexualização do espaço e ainda a construção do espectro da vadia nessa operação.

No segundo dia tivemos uma rica  interlocução com a a(r)tivista Milla Pizzi/UNESP-SP sobre intervenções artístico-culturais no espaço urbano, seguida de uma oficina voltada à produção de materiais a serem utilizados na Marcha das Vadias de Campina Grande. Os materiais foram usados na 3ª edição da Marcha das Vadias de Campina Grande as Vadias, no dia 30.

Modulo IV: Agosto Lésbico

No nosso quarto encontro problematizamos à construção de espectros relacionados à lesbianidade na organização do dispositivo da sexualidade. Iniciamos com a roda de diálogo “Problematizações à Invisibilidade Lésbica” com as professoras Dra. Kyara Maria de Almeida (UFERSA), Dra. Jussara Carneiro Costa (UEPB) e Rozeane Porto (Doutoranda PPGLI/UEPB). No mesmo dia realizamos também uma sessão de memórias homenageando Maria de Kalu, acessando a memória da resistência forjada no “bar de Maria de Kalu”. A sessão contou com a presença da família, amigos e amigas de Maria e foi mediada por Dayane Sobreira (Mestranda em História/UFPB), Ciro Linhares de Azevedo (Mestre em História UFCG) e coordenado pelas coletivas Bruta Flor e Gaia. No dia seguinte tivemos a parte final da atividade realizada na roda de conversa “a gente se encontra no bar: experiências, itinerários e trajetórias lésbicas em Campina Grande”. O momento foi mediado por Yara Almeida e Profª Jussara Carneiro Costa (UEPB).

Modulo V – Sob o titulo “Descolonizar a luta pra superar o luto: vem aí o 3º Seminário Internacional Desfazendo Gênero” nosso 5º modulo aconteceu no dia 1 de dezembro de 2016, oferecendo um mini-curso sistematizado a contribuição dos saberes acessados nos módulos anteriores para abordar os cenários políticos contemporâneos. Também foi anunciada a data e proposta para a 3ª edição do Seminário Internacional Desfazendo Gênero.

Intervenções artístico-culturais

 Queerdrilha Florida consistiu na realização de uma paródia irônica das atribuições de gênero reiteradas por tradições culturais locais. Realizado em 17 de julho de 2014 na cidade de Campina Grande-PB  

 Beijaço pela diversidade, realizado em parceria com o curso de História do Campus III da UEPB (Guarabira – PB) no dia 9 de junho de 2015, para protestar contra manifestação homolesbofóbica ocorrida no espaço.

  • Projeto “Histórias que vós me nordestes”

 A iniciativa foi coordenada pela artivista Milla Pizzi (UNESP-SP) em parceria com o NINETS e, visando problematizar sua localização nos discursos sobre o espaço urbano,  consistindo numa uma série fotográfica que exibe o cotidiano dos trabalhadore/as da Feira Central de Campina Grande, fixando as imagens através da técnica de lambe-lambe, com o intuito de dar visibilidade às (r)existências ali presentes. (Fotos e vídeos)

  • Colaboração na organização da Marcha das Vadias

Como parte integrante do Marcha das Vadias de Campina Grande, que aconteceu no dia 30.

Fortalecimento de práticas de advocay mediante apoio e assistência pedagógica a grupos e coletivos, especialmente às organizações de mulheres e grupos que incorporam a problematizem os efeitos articulados de processos de “humanização”, “sexualização” e “racialização” na produção de assimetrias em suas sociopolíticas; que demandem apoio à discussão de estratégias de organização coletiva.

  • Participação em mesa da conferência de abertura da IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres de Campina Grande, realizada no dia 17.09.2015
  • Realização de Conferencia de abertura da II Conferência Municipal LGBT de Campina Grande, nos dias 06 e 07.11.2015
  • Realização de Conferencia de abertura da III Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos de LGBT, realizada em João Pessoa, nos dias 18 e 19.03.2016
  • Participação da IV Conferencia Estadual de Políticas para as Mulheres na Paraíba realizada em João Pessoa, nos dias 26 e 27.11.2015

Apoio a comunidades de terreiros das tradições afroameríndias do Candomblé, Umbanda e Jurema na constituição da Associação Dandara como instrumento de organização coletiva para enfrentar os efeitos associados do racismo e violência cultural e religiosa, registrados especialmente no interior do estado da Paraíba.  

Apoio a articulação do COLETIVO GAIA, iniciativa constituído por alunos/as que integram ou integraram as atividades de extensão desenvolvidas pelo NINETS e decidiram se articular coletivamente para dar continuidade as ações. Desde sua formação, a coletiva vem atundo na realização de uma agenda de eventos voltdados aos públicos articulados pelas ações do Núcelo:  Queerdrilha, o Beijaço pela diversidade, Encontro das Mulheres de Terreiro com a Marcha das Mulheres Negras, Programa Com a Diferença Tecer a Resistência, dente outros. Para alem disso, também tem apoiado e ajudado a construir estratégias de fortalecimento de outros grupos, promovendo momentos de reflexão e formação e oferecendo apoios mais contínuos à constituição de grupos, como por exemplo o Coletivo “Dandara”. Tais ações são feitas visando fortalecer a atuação em espaços de controle das decisões “públicas”, por isso ocupa também assento no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Campina Grande-PB.