{"id":22,"date":"2014-03-20T14:25:11","date_gmt":"2014-03-20T14:25:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.uepb.edu.br\/circularsaude\/?page_id=22"},"modified":"2014-03-20T14:25:11","modified_gmt":"2014-03-20T14:25:11","slug":"excretor","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/excretor\/","title":{"rendered":"Excretor"},"content":{"rendered":"<p>O sistema excretor \u00e9 formado por um conjunto de \u00f3rg\u00e3os que filtram o sangue, produzem e excretam a urina &#8211; o principal l\u00edquido de excre\u00e7\u00e3o do organismo. \u00c9 constitu\u00eddo por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urin\u00e1ria e pela uretra.<\/p>\n<p>Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posi\u00e7\u00e3o est\u00e3o protegidos pelas \u00faltimas costelas e tamb\u00e9m por uma camada de gordura. T\u00eam a forma de um gr\u00e3o de feij\u00e3o enorme e possuem uma c\u00e1psula fibrosa, que protege o c\u00f3rtex &#8211; mais externo, e a medula &#8211; mais interna.<\/p>\n<p>Cada rim \u00e9 formado de tecido conjuntivo, que sustenta e d\u00e1 forma ao \u00f3rg\u00e3o, e por milhares ou milh\u00f5es de unidades filtradoras, os n\u00e9frons, localizados na regi\u00e3o renal.<\/p>\n<p>O n\u00e9fron \u00e9 uma longa estrutura tubular microsc\u00f3pica que possui, em uma das extremidades, uma expans\u00e3o em forma de ta\u00e7a, denominada c\u00e1psula de Bowman, que se conecta com o t\u00fabulo contorcido proximal, que continua pela al\u00e7a de Henle e pelo t\u00fabulo contorcido distal; este desemboca em um tubo coletor. S\u00e3o respons\u00e1veis pela filtra\u00e7\u00e3o do sangue e remo\u00e7\u00e3o das excre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Como funcionam os rins<\/strong><\/p>\n<p>O sangue chega ao rim atrav\u00e9s da art\u00e9ria renal, que se ramifica muito no interior do \u00f3rg\u00e3o, originando grande n\u00famero de arter\u00edolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da c\u00e1psula de Bowman do n\u00e9fron, formando um enovelado de capilares denominado glom\u00e9rulo de Malpighi.<\/p>\n<p>O sangue arterial \u00e9 conduzido sob alta press\u00e3o nos capilares do glom\u00e9rulo. Essa press\u00e3o, que normalmente \u00e9 de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a c\u00e1psula de Bowman, processo denominado filtra\u00e7\u00e3o. Essas subst\u00e2ncias extravasadas para a c\u00e1psula de Bowman constituem o filtrado glomerular, que\u00e9 semelhante, em composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, ao plasma sangu\u00edneo, com a diferen\u00e7a de que n\u00e3o possui prote\u00ednas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.<\/p>\n<p>O filtrado glomerular passa em seguida para o t\u00fabulo contorcido proximal, cuja parede \u00e9 formada por c\u00e9lulas adaptadas ao transporte ativo. Nesse t\u00fabulo, ocorre reabsor\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio. A sa\u00edda desses \u00edons provoca a remo\u00e7\u00e3o de cloro, fazendo com que a concentra\u00e7\u00e3o do l\u00edquido dentro desse tubo fique menor (hipot\u00f4nico) do que do plasma dos capilares que o envolvem.<\/p>\n<p>Com isso, quando o l\u00edquido percorre o ramo descendente da al\u00e7a de Henle, h\u00e1 passagem de \u00e1gua por osmose do l\u00edquido tubular (hipot\u00f4nico) para os capilares sang\u00fc\u00edneos (hipert\u00f4nicos) \u2013 ao que chamamos reabsor\u00e7\u00e3o. O ramo descendente percorre regi\u00f5es do rim com gradientes crescentes de concentra\u00e7\u00e3o. Conseq\u00fcentemente, ele perde ainda mais \u00e1gua para os tecidos, de forma que, na curvatura da al\u00e7a de Henle, a concentra\u00e7\u00e3o do l\u00edquido tubular \u00e9 alta.<\/p>\n<p>Esse l\u00edquido muito concentrado passa ent\u00e3o a percorrer o ramo ascendente da al\u00e7a de Henle, que \u00e9 formado por c\u00e9lulas imperme\u00e1veis \u00e0 \u00e1gua e que est\u00e3o adaptadas ao transporte ativo de sais. Nessa regi\u00e3o, ocorre remo\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio, ficando o l\u00edquido tubular hipot\u00f4nico. Ao passar pelo t\u00fabulo contorcido distal, que \u00e9 perme\u00e1vel \u00e0 \u00e1gua, ocorre reabsor\u00e7\u00e3o por osmose para os capilares sang\u00fc\u00edneos. Ao sair do n\u00e9fron, a urina entra nos dutos coletores, onde ocorre a reabsor\u00e7\u00e3o final de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Dessa forma, estima-se que em 24 horas s\u00e3o filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma; por\u00e9m s\u00e3o formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, o que significa que aproximadamente 99% do filtrado glomerular \u00e9 reabsorvido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses processos gerais descritos, ocorre, ao longo dos t\u00fabulos renais, reabsor\u00e7\u00e3o ativa de amino\u00e1cidos e glicose. Desse modo, no final do t\u00fabulo distal, essas subst\u00e2ncias j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais encontradas.<\/p>\n<p>Os capilares que reabsorvem as subst\u00e2ncias \u00fateis dos t\u00fabulos renais se re\u00fanem para formar um vaso \u00fanico, a veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em dire\u00e7\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Regula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal<\/strong><\/p>\n<p>A regula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal relaciona-se basicamente com a regula\u00e7\u00e3o da quantidade de l\u00edquidos do corpo. Havendo necessidade de reter \u00e1gua no interior do corpo, a urina fica mais concentrada, em fun\u00e7\u00e3o da maior reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua; havendo excesso de \u00e1gua no corpo, a urina fica menos concentrada, em fun\u00e7\u00e3o da menor reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O principal agente regulador do equil\u00edbrio h\u00eddrico no corpo humano \u00e9 o horm\u00f4nio ADH (antidiur\u00e9tico), produzido no hipot\u00e1lamo e armazenado na hip\u00f3fise. A concentra\u00e7\u00e3o do plasma sang\u00fc\u00edneo \u00e9 detectada por receptores osm\u00f3ticos localizados no hipot\u00e1lamo. Havendo aumento na concentra\u00e7\u00e3o do plasma (pouca \u00e1gua), esses osmorreguladores estimulam a produ\u00e7\u00e3o de ADH.<\/p>\n<p>Esse horm\u00f4nio passa para o sangue, indo atuar sobre os t\u00fabulos distais e sobre os t\u00fabulos coletores do n\u00e9fron, tornando as c\u00e9lulas desses tubos mais perme\u00e1veis \u00e0 \u00e1gua. Dessa forma, ocorre maior reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e a urina fica mais concentrada. Quando a concentra\u00e7\u00e3o do plasma \u00e9 baixa (muita \u00e1gua), h\u00e1 inibi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do ADH e, conseq\u00fcentemente, menor absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos t\u00fabulos distais e coletores, possibilitando a excre\u00e7\u00e3o do excesso de \u00e1gua, o que torna a urina mais dilu\u00edda.<\/p>\n<p>Certas subst\u00e2ncias, como \u00e9 o caso do \u00e1lcool, inibem a secre\u00e7\u00e3o de ADH, aumentando a produ\u00e7\u00e3o de urina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ADH, h\u00e1 outro horm\u00f4nio participante do equil\u00edbrio hidro-i\u00f4nico do organismo: a aldosterona, produzida nas gl\u00e2ndulas supra-renais. Ela aumenta a reabsor\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio nos t\u00fabulos renais, possibilitando maior reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no organismo. A produ\u00e7\u00e3o de aldosterona \u00e9 regulada da seguinte maneira: quando a concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio dentro do t\u00fabulo renal diminui, o rim produz uma prote\u00edna chamada renina, que age sobre uma prote\u00edna produzida no f\u00edgado e encontrada no sangue denominada angiotensinog\u00eanio (inativo), convertendo-a em angiotensina (ativa). Essa subst\u00e2ncia estimula as gl\u00e2ndulas supra-renais a produzirem a aldosterona.<\/p>\n<p>RESUMINDO<\/p>\n<p>Sangue arterial conduzido sob alta press\u00e3o nos capilares do glom\u00e9rulo (70 a 80 mmHg) \u00e0 filtra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte do plasma (sem prote\u00ednas e sem c\u00e9lulas) passa para a c\u00e1psula de Bowmann (filtrado glomerular) \u00e0 reabsor\u00e7\u00e3o ativa de Na+, K+, glicose, amino\u00e1cidos e passiva de Cl- e \u00e1gua ao longo dos t\u00fabulos do n\u00e9fron, como esquematizado abaixo.<\/p>\n<p>T\u00fabulo contorcido proximal (c\u00e9lulas adaptadas ao transporte ativo) \u00e0 reabsor\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio \/ remo\u00e7\u00e3o passiva de cloro<\/p>\n<p>l\u00edquido tubular torna-se hipot\u00f4nico em rela\u00e7\u00e3o ao plasma dos capilares<\/p>\n<p>absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por osmose para os capilares na por\u00e7\u00e3o descendente da al\u00e7a de Henle<\/p>\n<p>por\u00e7\u00e3o ascendente da al\u00e7a de Henle imperme\u00e1vel \u00e0 \u00e1gua e adaptada ao transporte ativo de sais \u00e0 remo\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio<\/p>\n<p>l\u00edquido tubular hipot\u00f4nico \u00e0 reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por osmose no t\u00fabulo contorcido distal<\/p>\n<p>OBS: Ocorre, tamb\u00e9m, ao longo dos t\u00fabulos renais, reabsor\u00e7\u00e3o ativa de amino\u00e1cidos e glicose. Desse modo, no final do t\u00fabulo distal essas subst\u00e2ncias j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais encontradas.<\/p>\n<p><strong>Regula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal &#8211; resumo<\/strong><\/p>\n<p>HORM\u00d4NIO ANTIDIUR\u00c9TICO (ADH): principal agente fisiol\u00f3gico regulador do equil\u00edbrio h\u00eddrico, produzido no hipot\u00e1lamo e armazenado na hip\u00f3fise.<\/p>\n<p>Aumento na concentra\u00e7\u00e3o do plasma (pouca \u00e1gua) \u00e0 receptores osm\u00f3ticos localizados no hipot\u00e1lamo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ADH \u00e0 sangue \u00e0 t\u00fabulos distal e coletor do n\u00e9fron \u00e0 c\u00e9lulas mais perme\u00e1veis \u00e0 \u00e1gua \u00e0 reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua \u00e0 urina mais concentrada.<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o do plasma baixa (muita \u00e1gua) e \u00e1lcool \u00e0 inibi\u00e7\u00e3o de ADH \u00e0 menor absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos t\u00fabulos distal e coletor \u00e0 urina mais dilu\u00edda.<\/p>\n<p>ALDOSTERONA: produzida nas gl\u00e2ndulas supra-renais, aumenta a absor\u00e7\u00e3o ativa de s\u00f3dio e a secre\u00e7\u00e3o ativa de pot\u00e1ssio nos t\u00fabulos distal e coletor.<\/p>\n<p>Eleva\u00e7\u00e3o na concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons pot\u00e1ssio e redu\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio no plasma sang\u00fc\u00edneo<\/p>\n<p>rins<\/p>\n<p>renina (enzima)<\/p>\n<p>angiotensinog\u00eanio (inativo) \u00e0 angitensina (ativa)<\/p>\n<p>c\u00f3rtex da supra-renal<\/p>\n<p>aumenta taxa de secre\u00e7\u00e3o da aldosterona<\/p>\n<p>sangue<\/p>\n<p>rins (t\u00fabulos distal e coletor)<\/p>\n<p>aumento da excre\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio \/ reabsor\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio e \u00e1gua<\/p>\n<p><strong>A ELIMINA\u00c7\u00c3O DE URINA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ureter<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00e9frons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar canais cada vez mais grossos. A fus\u00e3o dos dutos origina um canal \u00fanico, denominado ureter, que deixa o rim em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 bexiga urin\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Bexiga urin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A bexiga urin\u00e1ria \u00e9 uma bolsa de parede el\u00e1stica, dotada de musculatura lisa, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 acumular a urina produzida nos rins. Quando cheia, a bexiga pode conter mais de \u00bc de litro (250 ml) de urina, que \u00e9 eliminada periodicamente atrav\u00e9s da uretra.<\/p>\n<p><strong>Uretra<\/strong><\/p>\n<p>A uretra \u00e9 um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na regi\u00e3o vulvar e, no homem, na extremidade do p\u00eanis. Sua comunica\u00e7\u00e3o com a bexiga mant\u00e9m-se fechada por an\u00e9is musculares &#8211; chamados esf\u00edncteres. Quando a musculatura desses an\u00e9is relaxa-se e a musculatura da parede da bexiga contrai-se, urinamos.<\/p>\n<p>http:\/\/www.afh.bio.br\/excret\/excret1.asp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema excretor \u00e9 formado por um conjunto de \u00f3rg\u00e3os que filtram o sangue, produzem e excretam a urina &#8211; o principal l\u00edquido de excre\u00e7\u00e3o do organismo. \u00c9 constitu\u00eddo por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urin\u00e1ria e pela uretra. 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