{"id":24,"date":"2014-03-20T14:25:32","date_gmt":"2014-03-20T14:25:32","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.uepb.edu.br\/circularsaude\/?page_id=24"},"modified":"2014-03-20T14:25:32","modified_gmt":"2014-03-20T14:25:32","slug":"digestorio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/digestorio\/","title":{"rendered":"Digest\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>O sistema digest\u00f3rio humano \u00e9 formado por um longo tubo musculoso, ao qual est\u00e3o associados \u00f3rg\u00e3os e gl\u00e2ndulas que participam da digest\u00e3o. Apresenta as seguintes regi\u00f5es; boca, faringe, es\u00f4fago, est\u00f4mago, intestino delgado, intestino grosso e \u00e2nus.<\/p>\n<p>A parede do tubo digestivo, do es\u00f4fago ao intestino, \u00e9 formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e advent\u00edcia.<\/p>\n<p><strong>BOCA<\/strong><\/p>\n<p>A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo \u00e9 a boca. A\u00ed encontram-se os dentes e a l\u00edngua, que preparam o alimento para a digest\u00e3o, por meio da mastiga\u00e7\u00e3o. Os dentes reduzem os alimentos em pequenos peda\u00e7os, misturando-os \u00e0 saliva, o que ir\u00e1 facilitar a futura a\u00e7\u00e3o das enzimas.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas dos dentes<\/strong><\/p>\n<p>Os dentes s\u00e3o estruturas duras, calcificadas, presas ao maxilar superior e mand\u00edbula, cuja atividade principal \u00e9 a mastiga\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o implicados, de forma direta, na articula\u00e7\u00e3o das linguagens. Os nervos sensitivos e os vasos sangu\u00edneos do centro de qualquer dente est\u00e3o protegidos por v\u00e1rias camadas de tecido. A mais externa, o esmalte, \u00e9 a subst\u00e2ncia mais dura. Sob o esmalte, circulando a polpa, da coroa at\u00e9 a raiz, est\u00e1 situada uma camada de subst\u00e2ncia \u00f3ssea chamada dentina. A cavidade pulpar \u00e9 ocupada pela polpa dental, um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental, que prende a raiz e liga o dente \u00e0 gengiva e \u00e0 mand\u00edbula, na estrutura e composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica assemelha-se ao osso; disp\u00f5e-se como uma fina camada sobre as ra\u00edzes dos dentes. Atrav\u00e9s de um orif\u00edcio aberto na extremidade da raiz, penetram vasos sangu\u00edneos, nervos e tecido conjuntivo.<\/p>\n<p><strong>Tipos de dentes<\/strong><\/p>\n<p>Em sua primeira denti\u00e7\u00e3o, o ser humano tem 20 pe\u00e7as que recebem o nome de dentes de leite. \u00c0 medida que os maxilares crescem, estes dentes s\u00e3o substitu\u00eddos por outros 32 do tipo permanente. As coroas dos dentes permanentes s\u00e3o de tr\u00eas tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos t\u00eam a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atr\u00e1s dele, h\u00e1 tr\u00eas pe\u00e7as dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma \u00fanica c\u00faspide pontiaguda. Em seguida, h\u00e1 dois dentes chamados pr\u00e9-molares, cada um com duas c\u00faspides. Atr\u00e1s ficam os molares, que t\u00eam uma superf\u00edcie de mastiga\u00e7\u00e3o relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.<\/p>\n<p><strong>A l\u00edngua<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00edngua movimenta o alimento empurrando-o em dire\u00e7\u00e3o a garganta, para que seja engolido. Na superf\u00edcie da l\u00edngua existem dezenas de papilas gustativas, cujas c\u00e9lulas sensoriais percebem os quatro sabores prim\u00e1rios: amargo (A), azedo ou \u00e1cido (B), salgado (C) e doce (D). De sua combina\u00e7\u00e3o resultam centenas de sabores distintos. A distribui\u00e7\u00e3o dos quatro tipos de receptores gustativos, na superf\u00edcie da l\u00edngua, n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea.<\/p>\n<p><strong>As gl\u00e2ndulas salivares<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de alimento na boca, assim como sua vis\u00e3o e cheiro, estimulam as gl\u00e2ndulas salivares a secretar saliva, que cont\u00e9m a enzima amilase salivar ou ptialina, al\u00e9m de sais e outras subst\u00e2ncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacar\u00eddeos (como o glicog\u00eanio), reduzindo-os em mol\u00e9culas de maltose (dissacar\u00eddeo). Tr\u00eas pares de gl\u00e2ndulas salivares lan\u00e7am sua secre\u00e7\u00e3o na cavidade bucal: par\u00f3tida, submandibular e sublingual:<\/p>\n<p>Gl\u00e2ndula par\u00f3tida &#8211; Com massa variando entre 14 e 28 g, \u00e9 a maior das tr\u00eas; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilh\u00e3o da orelha.<br \/>\nGl\u00e2ndula submandibular &#8211; \u00c9 arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.<br \/>\nGl\u00e2ndula sublingual &#8211; \u00c9 a menor das tr\u00eas; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.<\/p>\n<p>O sais da saliva neutralizam subst\u00e2ncias \u00e1cidas e mant\u00eam, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente \u00e1cido (6,7), ideal para a a\u00e7\u00e3o da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, \u00e9 empurrado pela l\u00edngua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o es\u00f4fago, impulsionado pelas ondas perist\u00e1lticas (como mostra a figura do lado esquerdo), levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o es\u00f4fago. Atrav\u00e9s dos peristaltismo, voc\u00ea pode ficar de cabe\u00e7a para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegar\u00e1 ao intestino. Entra em a\u00e7\u00e3o um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Quando a c\u00e1rdia (anel muscular, esf\u00edncter) se relaxa, permite a passagem do alimento para o interior do est\u00f4mago.<\/p>\n<p><strong>FARINGE E ES\u00d4FAGO<\/strong><\/p>\n<p>A faringe, situada no final da cavidade bucal, \u00e9 um canal comum aos sistemas digest\u00f3rio e respirat\u00f3rio: por ela passam o alimento, que se dirige ao es\u00f4fago, e o ar, que se dirige \u00e0 laringe.<\/p>\n<p>O es\u00f4fago, canal que liga a faringe ao est\u00f4mago, localiza-se entre os pulm\u00f5es, atr\u00e1s do cora\u00e7\u00e3o, e atravessa o m\u00fasculo diafragma, que separa o t\u00f3rax do abd\u00f4men. O bolo alimentar leva de 5 a 10 segundos para percorr\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>EST\u00d4MAGO E SUCO G\u00c1STRICO<\/strong><\/p>\n<p>O est\u00f4mago \u00e9 uma bolsa de parede musculosa, localizada no lado esquerdo abaixo do abdome, logo abaixo das \u00faltimas costelas. \u00c9 um \u00f3rg\u00e3o muscular que liga o es\u00f4fago ao intestino delgado. Sua fun\u00e7\u00e3o principal \u00e9 a digest\u00e3o de alimentos prot\u00e9icos. Um m\u00fasculo circular, que existe na parte inferior, permite ao est\u00f4mago guardar quase um litro e meio de comida, possibilitando que n\u00e3o se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. Quando est\u00e1 vazio, tem a forma de uma letra &#8220;J&#8221; mai\u00fascula, cujas duas partes se unem por \u00e2ngulos agudos.<\/p>\n<p>Segmento superior: \u00e9 o mais volumoso, chamado &#8220;por\u00e7\u00e3o vertical&#8221;. Este compreende, por sua vez, duas partes superpostas; a grande tuberosidade, no alto, e o corpo do est\u00f4mago, abaixo, que termina pela pequena tuberosidade.<\/p>\n<p>Segmento inferior: \u00e9 denominado &#8220;por\u00e7\u00e3o horizontal&#8221;, est\u00e1 separado do duodeno pelo piloro, que \u00e9 um esf\u00edncter. A borda direita, c\u00f4ncava, \u00e9 chamada pequena curvatura; a borda esquerda, convexa, \u00e9 dita grande curvatura. O orif\u00edcio esofagiano do est\u00f4mago \u00e9 o c\u00e1rdia.<\/p>\n<p>As t\u00fanicas do est\u00f4mago: o est\u00f4mago comp\u00f5e-se de quatro t\u00fanicas; serosa (o perit\u00f4nio), muscular (muito desenvolvida), submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco g\u00e1strico). Quando est\u00e1 cheio de alimento, o est\u00f4mago torna-se ov\u00f3ide ou arredondado. O est\u00f4mago tem movimentos perist\u00e1lticos que asseguram sua homogeneiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O est\u00f4mago produz o suco g\u00e1strico, um l\u00edquido claro, transparente, altamente \u00e1cido, que cont\u00eam \u00e1cido clor\u00eddrico, muco, enzimas e sais. O \u00e1cido clor\u00eddrico mant\u00e9m o pH do interior do est\u00f4mago entre 0,9 e 2,0. Tamb\u00e9m dissolve o cimento intercelular dos tecidos dos alimentos, auxiliando a fragmenta\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica iniciada pela mastiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pepsina, enzima mais potente do suco g\u00e1strico, \u00e9 secretada na forma de pepsinog\u00eanio. Como este \u00e9 inativo, n\u00e3o digere as c\u00e9lulas que o produzem. Por a\u00e7\u00e3o do \u00e1cido clor\u00f3drico, o pepsinog\u00eanio, ao ser lan\u00e7ado na luz do est\u00f4mago, transforma-se em pepsina, enzima que catalisa a digest\u00e3o de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>A pepsina, ao catalizar a hidr\u00f3lise de prote\u00ednas, promove o rompimento das liga\u00e7\u00f5es pept\u00eddicas que unem os amino\u00e1cidos. Como nem todas as liga\u00e7\u00f5es pept\u00eddicas s\u00e3o acess\u00edveis \u00e0 pepsina, muitas permanecem intactas. Portanto, o resultado do trabalho dessa enzima s\u00e3o oligopept\u00eddeos e amino\u00e1cidos livres.<\/p>\n<p>A renina, enzima que age sobre a case\u00edna, uma das prote\u00ednas do leite, \u00e9 produzida pela mucosa g\u00e1strica durante os primeiros meses de vida. Seu papel \u00e9 o de flocular a case\u00edna, facilitando a a\u00e7\u00e3o de outras enzimas proteol\u00edticas.<\/p>\n<p>A mucosa g\u00e1strica \u00e9 recoberta por uma camada de muco, que a protege da agress\u00e3o do suco g\u00e1strico, bastante corrosivo. Apesar de estarem protegidas por essa densa camada de muco, as c\u00e9lulas da mucosa estomacal s\u00e3o continuamente lesadas e mortas pela a\u00e7\u00e3o do suco g\u00e1strico. Por isso, a mucosa est\u00e1 sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superf\u00edcie estomacal seja totalmente reconstitu\u00edda a cada tr\u00eas dias. Eventualmente ocorre desequil\u00edbrio entre o ataque e a prote\u00e7\u00e3o, o que resulta em inflama\u00e7\u00e3o difusa da mucosa (gastrite) ou mesmo no aparecimento de feridas dolorosas que sangram (\u00falceras g\u00e1stricas).<\/p>\n<p>A mucosa g\u00e1strica produz tamb\u00e9m o fator intr\u00ednseco, necess\u00e1rio \u00e0 absor\u00e7\u00e3o da vitamina B12.<\/p>\n<p>O bolo alimentar pode permanecer no est\u00f4mago por at\u00e9 quatro horas ou mais e, ao se misturar ao suco g\u00e1strico, auxiliado pelas contra\u00e7\u00f5es da musculatura estomacal, transforma-se em uma massa cremosa acidificada e semil\u00edquida, o quimo.<\/p>\n<p>Passando por um esf\u00edncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a maior parte da digest\u00e3o.<br \/>\n<strong><br \/>\nINTESTINO DELGADO<\/strong><\/p>\n<p>O intestino delgado \u00e9 um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de di\u00e2metro e pode ser dividido em tr\u00eas regi\u00f5es: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e \u00edleo (cerca de 1,5 cm).<br \/>\nA por\u00e7\u00e3o superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esf\u00edncter muscular da parte inferior do est\u00f4mago pela qual este esvazia seu conte\u00fado no intestino.<\/p>\n<p>A digest\u00e3o do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras por\u00e7\u00f5es do jejuno. No duodeno atua tamb\u00e9m o suco pancre\u00e1tico, produzido pelo p\u00e2ncreas, que cont\u00eam diversas enzimas digestivas. Outra secre\u00e7\u00e3o que atua no duodeno \u00e9 a bile, produzida no f\u00edgado e armazenada na ves\u00edcula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares t\u00eam a\u00e7\u00e3o detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgot\u00edculas).<\/p>\n<p>O suco pancre\u00e1tico, produzido pelo p\u00e2ncreas, cont\u00e9m \u00e1gua, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de s\u00f3dio. O pH do suco pancre\u00e1tico oscila entre 8,5 e 9. Sua secre\u00e7\u00e3o digestiva \u00e9 respons\u00e1vel pela hidr\u00f3lise da maioria das mol\u00e9culas de alimento, como carboidratos, prote\u00ednas, gorduras e \u00e1cidos nucl\u00e9icos.<\/p>\n<p>A amilase pancre\u00e1tica fragmenta o amido em mol\u00e9culas de maltose; a l\u00edpase pancre\u00e1tica hidrolisa as mol\u00e9culas de um tipo de gordura \u2013 os triacilglicer\u00f3is, originando glicerol e \u00e1lcool; as nucleases atuam sobre os \u00e1cidos nucl\u00e9icos, separando seus nucleot\u00eddeos.<\/p>\n<p>O suco pancre\u00e1tico cont\u00e9m ainda o tripsinog\u00eanio e o quimiotripsinog\u00eanio, formas inativas em que s\u00e3o secretadas as enzimas proteol\u00edticas tripsina e quimiotripsina. Sendo produzidas na forma inativa, as proteases n\u00e3o digerem suas c\u00e9lulas secretoras. Na luz do duodeno, o tripsinog\u00eanio entra em contato com a enteroquinase, enzima secretada pelas c\u00e9lulas da mucosa intestinal, convertendo-se me tripsina, que por sua vez contribui para a convers\u00e3o do precursor inativo quimiotripsinog\u00eanio em quimiotripsina, enzima ativa.<\/p>\n<p>A tripsina e a quimiotripsina hidrolisam polipept\u00eddios, transformando-os em oligopept\u00eddeos. A pepsina, a tripsina e a quimiotripsina rompem liga\u00e7\u00f5es pept\u00eddicas espec\u00edficas ao longo das cadeias de amino\u00e1cidos.<\/p>\n<p>A mucosa do intestino delgado secreta o suco ent\u00e9rico, solu\u00e7\u00e3o rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas \u00e9 a enteroquinase. Outras enzimas s\u00e3o as dissacaridades, que hidrolisam dissacar\u00eddeos em monossacar\u00eddeos (sacarase, lactase, maltase). No suco ent\u00e9rico h\u00e1 enzimas que d\u00e3o seq\u00fc\u00eancia \u00e0 hidr\u00f3lise das prote\u00ednas: os oligopept\u00eddeos sofrem a\u00e7\u00e3o das peptidases, resultando em amino\u00e1cidos.<\/p>\n<p>No intestino, as contra\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas e os movimentos perist\u00e1lticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este \u00e9 atacado pela bile, enzimas e outras secre\u00e7\u00f5es, sendo transformado em quilo.<\/p>\n<p>A absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes ocorre atrav\u00e9s de mecanismos ativos ou passivos, nas regi\u00f5es do jejuno e do \u00edleo. A superf\u00edcie interna, ou mucosa, dessas regi\u00f5es, apresenta, al\u00e9m de in\u00fameros dobramentos maiores, milh\u00f5es de pequenas dobras (4 a 5 milh\u00f5es), chamadas vilosidades; um tra\u00e7ado que aumenta a superf\u00edcie de absor\u00e7\u00e3o intestinal. As membranas das pr\u00f3prias c\u00e9lulas do epit\u00e9lio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microsc\u00f3picas denominadas microvilosidades. O intestino delgado tamb\u00e9m absorve a \u00e1gua ingerida, os \u00edons e as vitaminas.<\/p>\n<p>Os nutrientes absorvidos pelos vasos sangu\u00edneos do intestino passam ao f\u00edgado para serem distribu\u00eddos pelo resto do organismo. Os produtos da digest\u00e3o de gorduras (principalmente glicerol e \u00e1cidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo f\u00edgado, como ocorre com outros nutrientes. Nas c\u00e9lulas da mucosa, essas subst\u00e2ncias s\u00e3o reagrupadas em triacilglicer\u00f3is (triglicer\u00eddeos) e envelopadas por uma camada de prote\u00ednas, formando os quilom\u00edcrons, transferidos para os vasos linf\u00e1ticos e, em seguida, para os vasos sang\u00fc\u00edneos, onde alcan\u00e7am as c\u00e9lulas gordurosas (adip\u00f3citos), sendo, ent\u00e3o, armazenados.<\/p>\n<p><strong>INTESTINO GROSSO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o local de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, tanto a ingerida quanto a das secre\u00e7\u00f5es digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de l\u00edquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de \u00e1gua das secre\u00e7\u00f5es. Gl\u00e2ndulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu tr\u00e2nsito e elimina\u00e7\u00e3o pelo \u00e2nus.<\/p>\n<p>Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, c\u00f3lon ascendente, c\u00f3lon transverso, c\u00f3lon descendente, c\u00f3lon sigm\u00f3ide e reto. A sa\u00edda do reto chama-se \u00e2nus e \u00e9 fechada por um m\u00fasculo que o rodeia, o esf\u00edncter anal.<\/p>\n<p>Numerosas bact\u00e9rias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos aliment\u00edcios n\u00e3o assimil\u00e1veis, refor\u00e7ar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bact\u00e9rias estranhas, geradoras de enfermidades.<\/p>\n<p>As fibras vegetais, principalmente a celulose, n\u00e3o s\u00e3o digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como ret\u00eam \u00e1gua, sua presen\u00e7a torna as fezes macias e f\u00e1ceis de serem eliminadas.<\/p>\n<p>O intestino grosso n\u00e3o possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente s\u00f3 absorve \u00e1gua, em quantidade bastante consider\u00e1veis. Como o intestino grosso absorve muita \u00e1gua, o conte\u00fado intestinal se condensa at\u00e9 formar detritos in\u00fateis, que s\u00e3o evacuados.<\/p>\n<p><strong>GL\u00c2NDULAS ANEXAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>P\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00e2ncreas \u00e9 uma gl\u00e2ndula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular, localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome, na al\u00e7a formada pelo duodeno, sob o est\u00f4mago. O p\u00e2ncreas \u00e9 formado por uma cabe\u00e7a que se encaixa no quadro duodenal, de um corpo e de uma cauda afilada. A secre\u00e7\u00e3o externa dele \u00e9 dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini. O canal de Wirsung desemboca ao lado do canal col\u00e9doco na ampola de Vater. O p\u00e2ncreas comporta dois \u00f3rg\u00e3os estreitamente imbricados: p\u00e2ncreas ex\u00f3crino e o end\u00f3crino.<\/p>\n<p>O p\u00e2ncreas ex\u00f3crino produz enzimas digestivas, em estruturas reunidas denominadas \u00e1cinos. Os \u00e1cinos pancre\u00e1ticos est\u00e3o ligados atrav\u00e9s de finos condutos, por onde sua secre\u00e7\u00e3o \u00e9 levada at\u00e9 um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digest\u00e3o.<\/p>\n<p>O p\u00e2ncreas end\u00f3crino secreta os horm\u00f4nios insulina e glucagon, j\u00e1 trabalhados no sistema end\u00f3crino.<\/p>\n<p><strong>F\u00edgado<\/strong><\/p>\n<p>Imagem: CD O CORPO HUMANO 2.0. Globo Multim\u00eddia.<br \/>\n\u00c9 o maior \u00f3rg\u00e3o interno, e \u00e9 ainda um dos mais importantes. \u00c9 a mais volumosa de todas as v\u00edsceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superf\u00edcie lisa e recoberta por uma c\u00e1psula pr\u00f3pria. Est\u00e1 situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal.<\/p>\n<p>O tecido hep\u00e1tico \u00e9 constitu\u00eddo por forma\u00e7\u00f5es diminutas que recebem o nome de lobos, compostos por colunas de c\u00e9lulas hep\u00e1ticas ou hepat\u00f3citos, rodeadas por canais diminutos (canal\u00edculos), pelos quais passa a bile, secretada pelos hepat\u00f3citos. Estes canais se unem para formar o ducto hep\u00e1tico que, junto com o ducto procedente da ves\u00edcula biliar, forma o ducto comum da bile, que descarrega seu conte\u00fado no duodeno.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas hep\u00e1ticas ajudam o sangue a assimilar as subst\u00e2ncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas, bem como ester\u00f3ides, estr\u00f3genos e outros horm\u00f4nios. O f\u00edgado \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o muito vers\u00e1til. Armazena glicog\u00eanio, ferro, cobre e vitaminas. Produz carboidratos a partir de lip\u00eddios ou de prote\u00ednas, e lip\u00eddios a partir de carboidratos ou de prote\u00ednas. Sintetiza tamb\u00e9m o colesterol e purifica muitos f\u00e1rmacos e muitas outras subst\u00e2ncias. O termo hepatite \u00e9 usado para definir qualquer inflama\u00e7\u00e3o no f\u00edgado, como a cirrose.<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00f5es do f\u00edgado:<\/strong><\/p>\n<p>Secretar a bile, l\u00edquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a a\u00e7\u00e3o da lipase;<br \/>\nRemover mol\u00e9culas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicog\u00eanio, que \u00e9 armazenado; nos momentos de necessidade, o glicog\u00eanio \u00e9 reconvertido em mol\u00e9culas de glicose, que s\u00e3o relan\u00e7adas na circula\u00e7\u00e3o;<br \/>\nArmazenar ferro e certas vitaminas em suas c\u00e9lulas;<br \/>\nMetabolizar lip\u00eddeos;<br \/>\nSintetizar diversas prote\u00ednas presentes no sangue, de fatores imunol\u00f3gicos e de coagula\u00e7\u00e3o e de subst\u00e2ncias transportadoras de oxig\u00eanio e gorduras;<br \/>\nDegradar \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, auxiliando na desintoxica\u00e7\u00e3o do organismo;<br \/>\nDestruir hem\u00e1cias (gl\u00f3bulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile.<\/p>\n<p>http:\/\/www.afh.bio.br\/digest\/digest1.asp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema digest\u00f3rio humano \u00e9 formado por um longo tubo musculoso, ao qual est\u00e3o associados \u00f3rg\u00e3os e gl\u00e2ndulas que participam da digest\u00e3o. Apresenta as seguintes regi\u00f5es; boca, faringe, es\u00f4fago, est\u00f4mago, intestino delgado, intestino grosso e \u00e2nus. A parede do tubo digestivo, do es\u00f4fago ao intestino, \u00e9 formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e advent\u00edcia. <a class=\"leiamais\" href=\"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/digestorio\/\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-24","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/24\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/neas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}