{"id":905,"date":"2013-09-21T01:37:38","date_gmt":"2013-09-21T01:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.uepb.edu.br\/nepda\/?p=905"},"modified":"2013-09-21T01:37:38","modified_gmt":"2013-09-21T01:37:38","slug":"mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes-internacionais-calcula-onu-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/2013\/09\/21\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes-internacionais-calcula-onu-2\/","title":{"rendered":"Mundo tem 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais, calcula ONU"},"content":{"rendered":"<p><!--:pt--><b>Mundo tem 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais, calcula ONU<\/b><\/p>\n<p>O mundo tem hoje 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais (3,2% da popula\u00e7\u00e3o) e 59% deles vivem em regi\u00f5es desenvolvidas,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/migration\/ga\/SG_Report_A_68_190.pdf\" target=\"_blank\">estima relat\u00f3rio da ONU lan\u00e7ado nesta quarta-feira<\/a>\u00a0(11). Nunca tantas pessoas moraram fora de seus pa\u00edses e a \u00c1sia lidera o crescimento de migrantes internacionais. Foram 20 milh\u00f5es entre 2000 e 2013, o que indica que o continente deve ultrapassar a Europa neste quesito num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>De acordo com o documento elaborado pelo Departamento da ONU de Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais (<a href=\"http:\/\/www.un.org\/en\/development\/desa\/index.html\" target=\"_blank\">DESA<\/a>), mais de dois ter\u00e7os do crescimento de migrantes no continente ocorreu na \u00c1sia Ocidental, passando de 19 para mais de 33 milh\u00f5es, por causa da demanda por trabalhadores contratados nos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo. O Sudeste asi\u00e1tico, que inclui economias em r\u00e1pido crescimento como Cingapura, Mal\u00e1sia e Tail\u00e2ndia, tamb\u00e9m testemunhou um aumento acentuado no n\u00famero de migrantes entre 2000 e 2013.<\/p>\n<p>De 2000 a 2009,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/apps\/news\/story.asp?NewsID=45819&amp;Cr=migrants&amp;Cr1=#.UjDO1sZwo_s\" target=\"_blank\">o n\u00famero de migrantes globais aumentou cerca de 4,6 milh\u00f5es por ano, mais que o dobro do aumento anual durante a d\u00e9cada anterior<\/a>, 2 milh\u00f5es. Durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, a \u00c1sia registrou o maior aumento (1,7 milh\u00e3o por ano), seguido pela Europa (1,3 milh\u00e3o por ano) e Am\u00e9rica do Norte (1,1 milh\u00e3o por ano). A \u00c1sia tamb\u00e9m experimentou o maior aumento como regi\u00e3o de origem: o n\u00famero mundial de migrantes provenientes desse continente aumentou em 2,4 milh\u00f5es por ano, seguido por Am\u00e9rica Latina e Caribe (1 milh\u00e3o), \u00c1frica (0,6 milh\u00e3o) e Europa (0,5 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>De 2010 a 2013, o aumento no n\u00famero de migrantes internacionais desacelerou para cerca de 3,6 milh\u00f5es por ano. Durante esse per\u00edodo, a Europa ganhou o maior n\u00famero (1,1 milh\u00e3o por ano), seguido pela \u00c1sia (1 milh\u00e3o) e Am\u00e9rica do Norte (0,6 milh\u00e3o). Na \u00c1frica, o n\u00famero de migrantes registou um acr\u00e9scimo anual de 0,5 milh\u00e3o apesar de uma queda acentuada no n\u00famero de refugiados.<\/p>\n<p>Desde 2000, o n\u00famero de refugiados em todo o mundo tem-se mantido relativamente est\u00e1vel,\u00a0em cerca de 15,7 milh\u00f5es. O percentual dos refugiados acolhidos por pa\u00edses em desenvolvimento,\u00a0no entanto, aumentou de 80% h\u00e1 dez anos para mais de 87% em 2012.<\/p>\n<p>O conflito na S\u00edria deu origem a cerca de 1,5 milh\u00e3o de refugiados registrados em julho de 2013. Segundo o estudo, a presen\u00e7a cont\u00ednua de uma longa situa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio \u00e9 um lembrete de que a travessia das fronteiras internacionais n\u00e3o \u00e9 opcional, mas sim a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica e financeira teve um forte impacto sobre o fluxo de cidad\u00e3os dos pa\u00edses mais afetados. De 2007 a 2011, a sa\u00edda de pessoas da Gr\u00e9cia e da Espanha para outros pa\u00edses europeus e para pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico mais do que dobrou, enquanto o n\u00famero de cidad\u00e3os que deixam a Irlanda aumentou 80%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aborda os impactos dos migrantes nos pa\u00edses de destino e origem. Nos primeiros, o estudo afirma que os migrantes n\u00e3o provocam muitos impactos nos sal\u00e1rios e empregos da popula\u00e7\u00e3o local. No entanto, podem reduzir os sal\u00e1rios e oportunidades de emprego para trabalhadores locais pouco qualificados ou imigrantes que chegaram antes, tamb\u00e9m com menos qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo chama aten\u00e7\u00e3o para a contribui\u00e7\u00e3o dos imigrantes como empres\u00e1rios, come\u00e7ando novos neg\u00f3cios, e nos campos de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, especialmente nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio observa a maior vinda de migrantes altamente qualificados, como professores, estudantes universit\u00e1rios, doutores e empres\u00e1rios. Este aumento tem consequ\u00eancias negativas para os pa\u00edses de origem, afetando a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos e recursos fiscais, al\u00e9m de reduzir o crescimento econ\u00f4mico em alguns contextos.<\/p>\n<p>Pequenos pa\u00edses em desenvolvimento, com um n\u00famero relativamente pequeno de profissionais, s\u00e3o particularmente afetados pela emigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es do documento est\u00e3o a necessidade de ressaltar as contribui\u00e7\u00f5es dos migrantes e afirma\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de seus direitos; a inclus\u00e3o do tema nas estrat\u00e9gias de desenvolvimento nacional e na agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015; al\u00e9m do fortalecimento do di\u00e1logo, da coopera\u00e7\u00e3o e coer\u00eancia em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<p>A Assembleia Geral da ONU vai realizar, nos dias 3 e 4 de outubro,\u00a0o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/meetings\/HLD2013\/mainhld2013.html\" target=\"_blank\">Di\u00e1logo de Alto N\u00edvel sobre a Migra\u00e7\u00e3o Internacional e Desenvolvimento<\/a>\u00a0em Nova York, Estados Unidos.<br \/>\nEm:\u00a0<a href=\"http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html\" target=\"_blank\">http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html<\/a><!--:--><!--:en--><b>Mundo tem 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais, calcula ONU<\/b><\/p>\n<p>O mundo tem hoje 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais (3,2% da popula\u00e7\u00e3o) e 59% deles vivem em regi\u00f5es desenvolvidas,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/migration\/ga\/SG_Report_A_68_190.pdf\" target=\"_blank\">estima relat\u00f3rio da ONU lan\u00e7ado nesta quarta-feira<\/a>\u00a0(11). Nunca tantas pessoas moraram fora de seus pa\u00edses e a \u00c1sia lidera o crescimento de migrantes internacionais. Foram 20 milh\u00f5es entre 2000 e 2013, o que indica que o continente deve ultrapassar a Europa neste quesito num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>De acordo com o documento elaborado pelo Departamento da ONU de Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais (<a href=\"http:\/\/www.un.org\/en\/development\/desa\/index.html\" target=\"_blank\">DESA<\/a>), mais de dois ter\u00e7os do crescimento de migrantes no continente ocorreu na \u00c1sia Ocidental, passando de 19 para mais de 33 milh\u00f5es, por causa da demanda por trabalhadores contratados nos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo. O Sudeste asi\u00e1tico, que inclui economias em r\u00e1pido crescimento como Cingapura, Mal\u00e1sia e Tail\u00e2ndia, tamb\u00e9m testemunhou um aumento acentuado no n\u00famero de migrantes entre 2000 e 2013.<\/p>\n<p>De 2000 a 2009,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/apps\/news\/story.asp?NewsID=45819&amp;Cr=migrants&amp;Cr1=#.UjDO1sZwo_s\" target=\"_blank\">o n\u00famero de migrantes globais aumentou cerca de 4,6 milh\u00f5es por ano, mais que o dobro do aumento anual durante a d\u00e9cada anterior<\/a>, 2 milh\u00f5es. Durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, a \u00c1sia registrou o maior aumento (1,7 milh\u00e3o por ano), seguido pela Europa (1,3 milh\u00e3o por ano) e Am\u00e9rica do Norte (1,1 milh\u00e3o por ano). A \u00c1sia tamb\u00e9m experimentou o maior aumento como regi\u00e3o de origem: o n\u00famero mundial de migrantes provenientes desse continente aumentou em 2,4 milh\u00f5es por ano, seguido por Am\u00e9rica Latina e Caribe (1 milh\u00e3o), \u00c1frica (0,6 milh\u00e3o) e Europa (0,5 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>De 2010 a 2013, o aumento no n\u00famero de migrantes internacionais desacelerou para cerca de 3,6 milh\u00f5es por ano. Durante esse per\u00edodo, a Europa ganhou o maior n\u00famero (1,1 milh\u00e3o por ano), seguido pela \u00c1sia (1 milh\u00e3o) e Am\u00e9rica do Norte (0,6 milh\u00e3o). Na \u00c1frica, o n\u00famero de migrantes registou um acr\u00e9scimo anual de 0,5 milh\u00e3o apesar de uma queda acentuada no n\u00famero de refugiados.<\/p>\n<p>Desde 2000, o n\u00famero de refugiados em todo o mundo tem-se mantido relativamente est\u00e1vel,\u00a0em cerca de 15,7 milh\u00f5es. O percentual dos refugiados acolhidos por pa\u00edses em desenvolvimento,\u00a0no entanto, aumentou de 80% h\u00e1 dez anos para mais de 87% em 2012.<\/p>\n<p>O conflito na S\u00edria deu origem a cerca de 1,5 milh\u00e3o de refugiados registrados em julho de 2013. Segundo o estudo, a presen\u00e7a cont\u00ednua de uma longa situa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio \u00e9 um lembrete de que a travessia das fronteiras internacionais n\u00e3o \u00e9 opcional, mas sim a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica e financeira teve um forte impacto sobre o fluxo de cidad\u00e3os dos pa\u00edses mais afetados. De 2007 a 2011, a sa\u00edda de pessoas da Gr\u00e9cia e da Espanha para outros pa\u00edses europeus e para pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico mais do que dobrou, enquanto o n\u00famero de cidad\u00e3os que deixam a Irlanda aumentou 80%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aborda os impactos dos migrantes nos pa\u00edses de destino e origem. Nos primeiros, o estudo afirma que os migrantes n\u00e3o provocam muitos impactos nos sal\u00e1rios e empregos da popula\u00e7\u00e3o local. No entanto, podem reduzir os sal\u00e1rios e oportunidades de emprego para trabalhadores locais pouco qualificados ou imigrantes que chegaram antes, tamb\u00e9m com menos qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo chama aten\u00e7\u00e3o para a contribui\u00e7\u00e3o dos imigrantes como empres\u00e1rios, come\u00e7ando novos neg\u00f3cios, e nos campos de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, especialmente nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio observa a maior vinda de migrantes altamente qualificados, como professores, estudantes universit\u00e1rios, doutores e empres\u00e1rios. Este aumento tem consequ\u00eancias negativas para os pa\u00edses de origem, afetando a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos e recursos fiscais, al\u00e9m de reduzir o crescimento econ\u00f4mico em alguns contextos.<\/p>\n<p>Pequenos pa\u00edses em desenvolvimento, com um n\u00famero relativamente pequeno de profissionais, s\u00e3o particularmente afetados pela emigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es do documento est\u00e3o a necessidade de ressaltar as contribui\u00e7\u00f5es dos migrantes e afirma\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de seus direitos; a inclus\u00e3o do tema nas estrat\u00e9gias de desenvolvimento nacional e na agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015; al\u00e9m do fortalecimento do di\u00e1logo, da coopera\u00e7\u00e3o e coer\u00eancia em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<p>A Assembleia Geral da ONU vai realizar, nos dias 3 e 4 de outubro,\u00a0o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/meetings\/HLD2013\/mainhld2013.html\" target=\"_blank\">Di\u00e1logo de Alto N\u00edvel sobre a Migra\u00e7\u00e3o Internacional e Desenvolvimento<\/a>\u00a0em Nova York, Estados Unidos.<br \/>\nEm:\u00a0<a href=\"http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html\" target=\"_blank\">http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html<\/a><!--:--><!--:es--><b>Mundo tem 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais, calcula ONU<\/b><\/p>\n<p>O mundo tem hoje 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais (3,2% da popula\u00e7\u00e3o) e 59% deles vivem em regi\u00f5es desenvolvidas,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/migration\/ga\/SG_Report_A_68_190.pdf\" target=\"_blank\">estima relat\u00f3rio da ONU lan\u00e7ado nesta quarta-feira<\/a>\u00a0(11). Nunca tantas pessoas moraram fora de seus pa\u00edses e a \u00c1sia lidera o crescimento de migrantes internacionais. Foram 20 milh\u00f5es entre 2000 e 2013, o que indica que o continente deve ultrapassar a Europa neste quesito num futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>De acordo com o documento elaborado pelo Departamento da ONU de Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais (<a href=\"http:\/\/www.un.org\/en\/development\/desa\/index.html\" target=\"_blank\">DESA<\/a>), mais de dois ter\u00e7os do crescimento de migrantes no continente ocorreu na \u00c1sia Ocidental, passando de 19 para mais de 33 milh\u00f5es, por causa da demanda por trabalhadores contratados nos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo. 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O percentual dos refugiados acolhidos por pa\u00edses em desenvolvimento,\u00a0no entanto, aumentou de 80% h\u00e1 dez anos para mais de 87% em 2012.<\/p>\n<p>O conflito na S\u00edria deu origem a cerca de 1,5 milh\u00e3o de refugiados registrados em julho de 2013. Segundo o estudo, a presen\u00e7a cont\u00ednua de uma longa situa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio \u00e9 um lembrete de que a travessia das fronteiras internacionais n\u00e3o \u00e9 opcional, mas sim a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica e financeira teve um forte impacto sobre o fluxo de cidad\u00e3os dos pa\u00edses mais afetados. De 2007 a 2011, a sa\u00edda de pessoas da Gr\u00e9cia e da Espanha para outros pa\u00edses europeus e para pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico mais do que dobrou, enquanto o n\u00famero de cidad\u00e3os que deixam a Irlanda aumentou 80%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aborda os impactos dos migrantes nos pa\u00edses de destino e origem. Nos primeiros, o estudo afirma que os migrantes n\u00e3o provocam muitos impactos nos sal\u00e1rios e empregos da popula\u00e7\u00e3o local. No entanto, podem reduzir os sal\u00e1rios e oportunidades de emprego para trabalhadores locais pouco qualificados ou imigrantes que chegaram antes, tamb\u00e9m com menos qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo chama aten\u00e7\u00e3o para a contribui\u00e7\u00e3o dos imigrantes como empres\u00e1rios, come\u00e7ando novos neg\u00f3cios, e nos campos de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo, especialmente nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio observa a maior vinda de migrantes altamente qualificados, como professores, estudantes universit\u00e1rios, doutores e empres\u00e1rios. Este aumento tem consequ\u00eancias negativas para os pa\u00edses de origem, afetando a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos e recursos fiscais, al\u00e9m de reduzir o crescimento econ\u00f4mico em alguns contextos.<\/p>\n<p>Pequenos pa\u00edses em desenvolvimento, com um n\u00famero relativamente pequeno de profissionais, s\u00e3o particularmente afetados pela emigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es do documento est\u00e3o a necessidade de ressaltar as contribui\u00e7\u00f5es dos migrantes e afirma\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de seus direitos; a inclus\u00e3o do tema nas estrat\u00e9gias de desenvolvimento nacional e na agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015; al\u00e9m do fortalecimento do di\u00e1logo, da coopera\u00e7\u00e3o e coer\u00eancia em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<p>A Assembleia Geral da ONU vai realizar, nos dias 3 e 4 de outubro,\u00a0o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/esa\/population\/meetings\/HLD2013\/mainhld2013.html\" target=\"_blank\">Di\u00e1logo de Alto N\u00edvel sobre a Migra\u00e7\u00e3o Internacional e Desenvolvimento<\/a>\u00a0em Nova York, Estados Unidos.<br \/>\nEm:\u00a0<a href=\"http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html\" target=\"_blank\">http:\/\/miguelimigrante.blogspot.com.br\/2013\/09\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes.html<\/a><!--:--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mundo tem 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais, calcula ONU O mundo tem hoje 232 milh\u00f5es de migrantes internacionais (3,2% da popula\u00e7\u00e3o) e 59% deles vivem em regi\u00f5es desenvolvidas,\u00a0estima relat\u00f3rio da ONU lan\u00e7ado nesta quarta-feira\u00a0(11). Nunca tantas pessoas moraram fora de seus pa\u00edses e a \u00c1sia lidera o crescimento de migrantes internacionais. Foram 20 milh\u00f5es entre <a class=\"leiamais\" href=\"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/2013\/09\/21\/mundo-tem-232-milhoes-de-migrantes-internacionais-calcula-onu-2\/\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=905"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/905\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nucleos.uepb.edu.br\/nepda\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}